La literatura, como dispositivo de invención de mundos posibles, se ve incapacitada para permanecer ajena a ciertos cuestionamientos contextuales o, más aún, de carácter humano. De ahí que, dado que los libros son imágenes de una realidad social que se traslada al lenguaje literario, en este estudio se aborden las correspondencias entre violencia y ficción en cuatro obras literarias de Carlos de Oliveira, Ramón J. Sender, Dalton Trevisan y Luisa Valenzuela, autores sometidos en algún momento a un proceso de extrema violencia.
La literatura, que crea mundos posibles a través de su propio lenguaje, se adentrará intrépidamente con estos escritores en terrenos cenagosos, en bajos fondos, para tratar de acceder a ciertos conocimientos, para develar el comportamiento humano, analizar los vínculos de poder, la repetición de la crueldad o para cuestionarse el por qué de la existencia ineludible de la violencia. Los procedimientos ficcionales de transposición de un mundo en otro, que de un modo consciente o no llevan a cabo dichos textos literarios, son, en todos los autores, una manera distinta de abordar la misma problemática, un modo diferente de introducirse en la realidad, de transitar sobre ella, una configuración y una refracción similares pero diversas. Puestos en contacto tanto Oliveira como Sender, Trevisan o Valenzuela se enfrentarán a los discursos de poder de una manera más o menos directa y consciente, haciéndolos tambalear y detonando los principios que los mueven.
Prólogo
EN TORNO A LA NOCIÓN DE VIOLENCIA
1. ¿A qué nos referimos cuando hablamos de violencia?
2. Algunas teorías y críticas sobre la violencia
3. La violencia y la sociedad
3.1. La fundación de la comunidad
3.2. Violencia y poder
3.2.1. Del concepto ‘moderno’ de poder
3.2.2. Violencia y poder político
3.2.3. Violencia contra el poder político
4. Claves históricas de la violencia de estado en las dictaduras ibéricas
e iberoamericanas
REPRESENTACIONES FICCIONALES DE LA VIOLENCIA: ESTUDIOS DE CASO
5. Uma Abelha na Chuva: opresión social e intimidad familiar
5.1. Lugar de Carlos de Oliveira en el proceso del neorrealismo
5. 2. Sobre la fosilización opresiva: el enjambre se pudría
5.3. Escritor orfebre y poética del género novelesco
5.4. La obra como modelo de una sociedad oprimida
6. Epitalamio del prieto Trinidad o el esperpento carcelario
6.1. Inscripción de Ramón J. Sender en el ámbito de la novela social
6.2. El cerco fantasmagórico de un mundo violento: los perros
parecen lobos y los lobos hombres
6.3. El hombre como estilo y escritura comprometida
6.4. Representación del deshumanizado(r) (des)orden
7. Guerra conjugal: espectro de la violencia en el agonismo de los sexos
7.1. Ubicación de Dalton Trevisan en la ‘modernidad’ brasileña
7.2. La tragedia doméstica de joões e marias: Deus se compadeça
de nós!
7.3. Minimalismo escritural, o haicais en prosa
7.4. La forma como repetición que tematiza el infierno social
8 María Isabel Andrés Llamero
8. Cambio de armas: sublevación del cuerpo y del lenguaje
8.1. Situación de Luisa Valenzuela frente a la literatura del trauma
8.2. Reconstrucción de la historia y de la identidad perdidas: de
la representación a la verdad, del simulacro al hecho
8.2.1. Cuentos para la reconstrucción de la historia perdida
8.2.2. Cuentos para la reconstrucción de la identidad perdida
8.3. La fragmentación del cuerpo-escritura
8.4. El texto como espacio de resistencia
Epílogo
Bibliografía
A. Textos analizados. Ediciones citadas
B. Estudios sobre los autores y respectivas obras
B.1. Carlos de Oliveira
B.2. Dalton Trevisan
B.3. Luisa Valenzuela
B.4. Ramón J. Sender
C. Teoría y crítica de la violencia
D. Varia
Apéndice
A. Textos analizados. Ediciones citadas
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[Cf. infra B.1. Oliveira, 2009]
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